“ NOSSO INTERESSE MAIOR DEVE ESTAR SEMPRE NO FUTURO, POIS É LÁ QUE VAMOS PASSAR O RESTO DE NOSSAS VIDAS”.
(Karl Wilhelm Von Humboldt – 1767/1865)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

ANTROPOCENTRISMO

          Na revista VEJA, Ed. 2084 de 29 de outubro de 2008, Lya Luft escreveu sobre os trilhões em dinheiro que estão sendo despejados no mercado financeiro sob o pretexto de salvá-lo. Ela levanta a seguinte questão sobre os milhões de pessoas que morrem pela fome ao redor do mundo: “Por que a ninguém ocorreu inundá-los com essas torrentes de dinheiro, para que não morressem miseravelmente de fome e abandono, diante dos nossos olhos, exibidos por jornal, internet e televisão?”


          O pior disso tudo é que entre as dezenas de colunas e reportagens que li sobre a atual crise, essa foi a única que tocou nesse aspecto. Por que em um mundo onde milhões de pessoas morrem de fome ou vivem na mais completa inanição, o dinheiro que deveria ser usado para garantir sua sobrevivência é usado para salvar o mercado?


          É claro que eu sei das implicações de se deixar ruir o sistema financeiro e que uma quebra geral resultaria num agravamento dessa situação de miséria; o que estou questionando é essa lógica de se permitir que nos tornemos reféns desse sistema, com eles ainda nos vendendo a falácia de que o Governo deve deixá-los livres para agirem como quiserem. O Governo deve priorizar o bem estar social, o mercado prioriza o lucro a qualquer preço, essas prioridades não se distinguem simplesmente, elas rivalizam entre si.


          Essa situação em parte deriva do fato de que “com a globalização atual, deixaram-se de lado políticas sociais que amparavam, em passado recente, os menos favorecidos, sob o argumento de que os recursos sociais e os dinheiros públicos devem primeiramente ser utilizados para facilitar a incorporação dos países na onda globalitária” (SANTOS, 2000). Ou seja, sob o pretexto de se incorporar no mundo globalizado e de se precaver contra as crises inevitáveis do capitalismo os países acumulam reservas, entretanto, os países subdesenvolvidos fazem isso ao custo de deixar de atender às necessidades mais básicas de grande parcela de sua população, desviando de sua verdadeira missão.


          Milton Santos já vislumbrava esses aspectos quando disse que “uma outra globalização supõe uma mudança radical das condições atuais, de modo que a centralidade de todas as ações seja localizada no homem”. Hoje tudo gira ao redor do dinheiro ao ponto de vivermos em um sistema que privilegia o resgate de instituições financeiras, com reservas de trilhões de dólares, mas para se salvar vidas humanas nada parecido foi feito. Os Governos devem voltar a garantir o bem estar social de todos e empreender novas formas de diminuir as distorções que o atual mercado gera, a globalização deve se voltar para o desenvolvimento do homem e não para o puro e simples acúmulo de capital, sempre concentrado nas mãos de poucos.


          Seria o que podemos chamar de antropocentrismo político e econômico, talvez esse seja um passo inicial para mudar as coisas, enquanto ainda temos tempo.



Fabiano Guilherme de Mendonça

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Assembléia debate verbas da educação


Publicado em 18/10/2008

A Comissão de Educação da Assembléia Legislativa, presidida pelo deputado Comte Bittencourt (PPS), dará continuidade à série de prestação de contas do orçamento de 2008 das universidades estaduais e de discussão das emendas parlamentares à Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2009. Na próxima quarta-feira, às 10h, será a vez de ouvir representantes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), na sede da unidade de ensino superior, no Maracanã, zona Norte do Rio.
"Vamos atender a reivindicação dos sindicatos e dos estudantes e realizar a audiência na própria universidade. Para tanto, cobraremos do reitor, Ricardo Vieiralves, a aplicação da verba da emenda parlamentar conquistada pela comissão e discutiremos as propostas da instituição para emendas que possam ser apresentadas para melhorar as condições da Uerj", declarou o parlamentar.
A comissão realizou duas audiências com a mesma finalidade nos dias 8 e 15 de outubro. Na primeira delas, Bittencourt ouviu do reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), Almy Júnior Cordeiro, que a instituição precisará de R$ 248 milhões para 2009, quando o orçamento prevê investimentos de apenas R$ 94 milhões. No encontro seguinte, a presidente da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior à Distância (Cecierj), Masako Oya Masuda, agradeceu à Alerj pela inclusão da emenda que garantiu suplementação orçamentária de R$ 3 milhões para 2008.
"Esses recursos foram fundamentais para desenvolvermos os projetos que queríamos neste ano", comemorou.
O Fluminense
Publicado em 18/10/2008
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Assembléia debate verbas da educação

A Comissão de Educação da Assembléia Legislativa, presidida pelo deputado Comte Bittencourt (PPS), dará continuidade à série de prestação de contas do orçamento de 2008 das universidades estaduais e de discussão das emendas parlamentares à Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2009. Na próxima quarta-feira, às 10h, será a vez de ouvir representantes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), na sede da unidade de ensino superior, no Maracanã, zona Norte do Rio.
"Vamos atender a reivindicação dos sindicatos e dos estudantes e realizar a audiência na própria universidade. Para tanto, cobraremos do reitor, Ricardo Vieiralves, a aplicação da verba da emenda parlamentar conquistada pela comissão e discutiremos as propostas da instituição para emendas que possam ser apresentadas para melhorar as condições da Uerj", declarou o parlamentar.
A comissão realizou duas audiências com a mesma finalidade nos dias 8 e 15 de outubro. Na primeira delas, Bittencourt ouviu do reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), Almy Júnior Cordeiro, que a instituição precisará de R$ 248 milhões para 2009, quando o orçamento prevê investimentos de apenas R$ 94 milhões. No encontro seguinte, a presidente da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior à Distância (Cecierj), Masako Oya Masuda, agradeceu à Alerj pela inclusão da emenda que garantiu suplementação orçamentária de R$ 3 milhões para 2008.
"Esses recursos foram fundamentais para desenvolvermos os projetos que queríamos neste ano", comemorou.
O Fluminense

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

SEMANA NACIONAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA


20 a 26 de outubro de 2008

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) acontece no Brasil desde 2004. A SNCT tem tido um êxito grande com participação crescente a cada ano. Em 2007, foram realizadas quase 10.000 atividades, em cerca de 400 cidades e com a participação de aproximadamente 1.400 instituições de ensino e pesquisa e entidades diversas. Esperamos que seja ainda melhor e mais ampla em 2008. Isto dependerá também de sua participação! Convidamos a todos os pesquisadores, professores, profissionais da área, comunicadores da ciência, estudantes e a todos os interessados a se integrarem às atividades da SNCT.
As atividades mais diversas acontecem por todo o país durante a SNCT: dias de portas abertas em instituições de pesquisa; feiras de ciência, concursos, oficinas, cursos e palestras; ida de cientistas às escolas; jornadas de iniciação científica; ciência itinerante; produção e distribuição de cartilhas, encartes e livros; exibição e produção de filmes e vídeos científicos; excursões científicas; programas de divulgação em rádios e TVs sobre temas de C&T; atividades envolvendo ciência, cultura e arte etc.

Veja os eventos alusivos a SNCT clicando aqui

Como Participar

Você pode participar de qualquer evento da SNCT, já que todos são gratuitos. Basta se informar sobre ele no site nacional da Semana, em sites estaduais ou ainda nos meios de comunicação de sua cidade ou região. No site nacional da Semana, você encontrará as informações sobre todos os eventos da Semana que já estiverem registrados e também o contato dos coordenadores por estado, além de informações, notícias, artigos, clipes, links para vídeos de ciência e outros materiais. Se você tiver interesse em uma participação mais ativa, divulgando-a e organizando eventos, vá em frente e pense no que você pode realizar na sua instituição de pesquisa, na sua escola ou universidade, no seu bairro, na sua associação, em locais públicos etc. É importante que você cadastre no site a sua instituição e as atividades que pretende desenvolver. As informações recolhidas de todo o país ficarão disponíveis para o público e para a imprensa.